"Os espelhos estão cheios de gente.
Os invisíveis nos vêem.
Os esquecidos se lembram de nós.
Quando nos vemos, os vemos.
Quando nos vamos, se vão?"
Eduardo Galeano: Espelhos
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Os Astecas


Os astecas eram caçadores e coletores nômades que, por volta do século XIII, penetraram no vale do México e serviram como guerreiros mercenários para alguns povos que ali viviam. Depois, aplicaram a experiência militar que adquiriram para derrubar seus antigos senhores. 


Fundação da cidade do México, José María Jara

Em 1325, os astecas fundaram a cidade de Tenochtitlán (localizada onde hoje se situa a Cidade do México). Com duas outras cidades-estados, Texcoco e Tlacopán, formaram uma poderosa aliança que logo conquistou todo o vale. Calcula-se que a aliança controlava cerca de 10 milhões de pessoas de diferentes culturas, que falavam uma língua comum, o "nahuatl". Essa população pagava tributos em mercadorias e fornecia prisioneiros para serem sacrificados ao deus asteca Huitzilopochtli.

Tenochtitlán era a capital política e religiosa do Império Asteca. Construída sobre uma ilha no lago Texcoco, estava unida às margens por três estradas flutuantes. Possuía ruas largas, palácios, mercados, escolas, jardins e templos em forma de pirâmide. Ao redor da cidade, foram construídas ilhotas artificiais, chamadas "chinampas", onde se cultivavam verduras e flores e se criavam perus. No movimentado mercado da cidade, usavam-se sementes de cacau como moeda para adquirir todo tipo de mercadoria: mantas de algodão, cerâmica, víveres, flores, esteiras de junco, milho. penas coloridas etc. Fiscais do governo controlavam o comércio, verificando pesos, medidas, preços e qualidade dos produtos.


Cultivo do milho, Códex Florentino. Bernardino de Sahagún

"A economia asteca baseava-se na agricultura, no comércio e nos tributos pagos com produtos locais pelos povos vencidos. Plantavam milho. feijão, tomate, melões, baunilha. cacau, algodão. agave, tabaco. Com o cacau preparavam uma bebida quente chamada chocolatl e com o agave uma bebida fermentada, semelhante à bebida mexicana de hoje, o pulque. Comerciavam as mais variadas mercadorias; os mercados astecas e os comerciantes vendiam tecidos, cordas e sandálias de agave, plumas, animais selvagens, peles, produtos da terra, cerâmicas, fumo, sal, grande quantidade de ouro, prata, pedras preciosas e até escravos (prisioneiros de guerra). [...]" HOLLANDA, Sérgio Buarque de (Org.). História da Civilização. São Paulo: Nacional, 1974. p. 191.


Astecas fumando e bebendo pulque. Codex Mendoza. Artista desconhecido

Os domínios astecas eram controlados por fiscais e cobradores de impostos. Esses altos funcionários pertenciam à nobreza e tinham privilégios, como isenção de impostos, uso de jóias e recebimento de terras. Mas, se agissem de forma desonesta, eram punidos com mais severidade do que os cidadãos comuns. O imperador era escolhido pelas suas qualidades guerreiras (seu título não era hereditário).

Os sacerdotes eram tão importantes quando o imperador e os nobres. Além das cerimônias religiosas, eles cuidavam da contagem do tempo, dos livros sagrados e da educação dos jovens. As escolas sacerdotais eram abertas aos meninos de todas as camadas sociais. Outros grupos sociais eram os artesãos, os agricultores, os comerciantes e os escravos.

"Os astecas eram exímios artesãos e desenvolveram técnicas de grande habilidade. Na indústria de tecidos, conseguiram excelentes resultados trabalhando o algodão, que fiavam manualmente com o auxílio de rocas de cerâmica. Seus ourives eram também muito hábeis, e as jóias que produziam em ouro e prata deixaram os espanhóis admirados". REZENDE, Antonio Paulo; DIDIER, Maria Thereza. Rumos da história: história geral e do Brasil. São Paulo: Atual, 2005. p. 175.

Os exércitos astecas eram numerosos e bem-organizados. Todos os jovens deviam estudar na escola militar, e os melhores lutadores passavam a integrar as principais ordens militares.

"Os astecas cultivavam a poesia, sobretudo a lírica e a religiosa. Ao que parece, sua produção literária também compreendia peças dramáticas, próprias para a representação teatral. Graças a transcrições que os espanhóis fizeram de partes de alguns textos poéticos, conservam-se cerca de sessenta cantos e vinte hinos litúrgicos dos astecas, que eram acompanhados de instrumentos de sopro e percussão." História das Civilizações. São Paulo: Abril Cultural, 1975. p. 22.


Mãe asteca ensinando sua filha a fazer tortillas. Códex Mendoza. Artista desconhecido


Referências:
HISTÓRIA DAS CIVILIZAÇÕES. São Paulo: Abril Cultural, 1975. 
HOLLANDA, Sérgio Buarque de (Org.). História da Civilização. São Paulo: Nacional, 1974.
REZENDE, Antonio Paulo; DIDIER, Maria Thereza. Rumos da história: história geral e do Brasil. São Paulo: Atual, 2005. 
RODRIGUE, Joelza Ester. História em documento: imagem e texto. São Paulo: FTD, 2002.

domingo, 31 de agosto de 2014

Atividades produtivas no mundo antigo oriental

A base da economia era, então, a agricultura e a criação de animais. No entanto, em algumas épocas, houve conflitos entre as duas atividades, representados pelo choque entre grupos pastores - povos ainda nômades - e os agricultores - povos sedentários. Muitas vezes, as inúmeras invasões sofridas pelos reinos organizados eram resultado desse processo.

Nas cidades, geralmente sob o controle de templos e palácios, desenvolvia-se o artesanato, destacando-se a cerâmica, a tecelagem e o trabalho com metais e pedras preciosas como os setores mais importantes, que cresciam desde longa data.

O artesanato de luxo, produzindo jóias, tecidos finos e ricos, era praticado principalmente na região Sírio-Palestina e particularmente entre os fenícios, que eram também os principais fornecedores para os grandes reinos e impérios.

No decorrer do I milênio a.C., generalizou-se a metalurgia, principalmente a do ferro, que conferiu aos povos que a dominavam uma extraordinária superioridade bélica, em virtude da produção de armas muito mais resistentes do que as feitas de bronze ou pedras. A utilização do ferro para o fim militar parece ter sido iniciada pelos hititas e, mais tarde, largamente utilizada pelos assírios.

Além das atividades produtivas, agropastoril e manufatureira, havia o comércio, outra atividade tipicamente urbana e controlada pelo Estado.

A vinculação entre o comércio e o governo teve seu ponto alto nos reinos semitas da região Síria-Palestina. Os reis eram, antes de tudo, grandes mercadores. O rei Salomão, dos hebreus, é o exemplo clássico.

Os maiores comerciantes da Antiguidade foram, porém, os fenícios, que eram os grandes navegadores do mundo antigo. Eles faziam um comércio verdadeiramente mundial (no contexto da Antiguidade), na medida em que integravam, pela navegação, toda a orla mediterrânea e traziam para os seus portos os produtos e as matérias-primas existentes nos mais diferentes lugares, inclusive grande quantidade de escravos. As cidades fenícias podiam, assim, suprir todo o restante da Ásia e até mesmo o Egito.


Transporte de cedro do Líbano. Baixo-relevo do Palácio de Sargão II, ca. 713-716 a.C., Dur Sharrukin , Assíria

Enquanto os fenícios se destacavam no mar, os arameus eram os grandes distribuidores terrestres. O comércio terrestre de longa distância foi beneficiado pela montagem dos grandes impérios, que construíram extensas vias de comunicação (estradas). Além disso, criaram formas de organização e controle (inclusive defesa contra salteadores) das grandes rotas e caravanas, capazes de transportar as mercadorias para os lugares mais distantes, até mesmo para a Índia ou a China, conforme comprovam escavações mais recentes. No Império Persa, por exemplo, foram construídas estradas, como a que ligava Sardes, na Lídia, a Susa, no Elam, com cerca de 2400 km de extensão.


Ataque assírio a uma cidade com arqueiros e um aríete com rodas. Baixo-relevo do Palácio de Nimrud, ca. 865-860 a.C.

Nos grandes impérios, a própria guerra era, muitas vezes, mais uma empresa comercial do que política ou militar. Algumas campanhas eram levadas a efeito tendo em vista os espólios (saques) de guerra. A conquista militar era também uma conquista econômica, representada pelo confisco dos bens e das propriedades das populações dominadas. Prisioneiros eram transformados em escravos e havia sempre a imposição de tributos, que os povos conquistados, ou seus soberanos, deveriam pagar periodicamente sob a forma de presentes aos conquistadores.


Representação de Hoshea, rei de Israel, pagando tributo ao rei Shalmaneser III da Assíria (2 Reis 17:3). Obelisco negro de Shalmaneser III de Nimrud, ca. 827 a.C. 
Foto: Steven G. Johnson

De certo modo, a guerra substituía o comércio e era a forma, por excelência, de expropriação de riquezas. A formação de um Império Assírio, rico e poderoso, por exemplo, foi o resultado e não a motivação inicial das guerras.

A guerra também tinha um sentido econômico na medida em que beneficiava a classe dos militares: os soldados, além de receberem parte do saque, passaram a ser recompensados com a propriedade da terra e de escravos. Além disso, muitos militares passaram a integrar os privilegiados quadros de altos funcionários do governo.

Mas mesmo o comércio, propriamente dito, era vinculado ao Estado.

NEVES, Joana. História Geral - A construção de um mundo globalizado. São Paulo: Saraiva, 2005. p. 77-78.


NOTA: O texto "Atividades produtivas no mundo antigo oriental" não representa, necessariamente, o pensamento deste blog. Foi publicado com o objetivo de refletirmos sobre a construção do conhecimento histórico.

quarta-feira, 5 de março de 2014

A sociedade asteca: os que mandam

Em primeiro lugar, são os guerreiros, os sacerdotes e os funcionários. No momento da conquista os comerciantes tinham adquirido privilégios consideráveis, mas ainda não se igualavam às três castas anteriores.

A palavra Tecuhtli (dignatário, senhor) se referia ao escalão superior dos chefes militares, dos hierarcas administrativos e dos funcionários judiciais. O soberano da cidade derrotada e incorporada à dominação asteca recebe o tratamento de Tecuhtli, da mesma maneira que o próprio Imperador.


Nezahualpilli, tlatoani de Texcoco. Codex Ixtlilxochitl

Qual é o processo de escolha dos mais altos postos? Sob o reinado do último soberano, ele e quatro altíssimos dignatários que o rodeiam são eleitos. O resto do funcionalismo é nomeado pelo soberano, ou deve ser confirmado por ele.

Na maioria das vezes, o novo Tecuhtli - que pode, também, um simples chefe do bairro ou a autoridade suprema de uma cidade - é escolhido entre os descendentes daquele que está terminando suas funções. Num passado talvez não muito remoto, os funcionários eram escolhidos mais ou menos democraticamente. Nos últimos tempos, o poder de designação é do soberano e, eventualmente, o poder de legitimação. Os escolhidos - e isto implica em privilégios - passam a depender não mais do povo, mas sim da autoridade suprema, a qual devem acatar e prestar contas. A fidelidade se desloca e, com ela, a responsabilidade. O processo se encaminha para um tipo de autocracia.

O Tecuhtli, independentemente de qual fosse sua gradação, goza de privilégios que se expressam exteriormente na roupa que veste e nas jóias que ostenta. Vive em palácio, mansão ou casa de melhor qualidade que seus concidadãos. Quando governa uma aldeia ou cidade, os habitantes prestam-lhe serviços pessoais. Recebe terras em usufruto, trabalhadas por outros e apropria-se totalmente dos produtos. O soberano lhe envia presentes tais como tecidos, roupas, alimentos e outras coisas.

Supõe-se que o Tecuhtli represente o povo ante a autoridade suprema. No entanto, esta suposição não tem muito sentido, pois vimos que ele deve fidelidade a quem lhe deu o cargo e que, ainda, lhe concede privilégios. Ele tem obrigações militares e deve manter a ordem. É responsável pelo cultivo das terras e, principalmente, daquelas cujos produtos serão inteiramente tributados. Possui a atribuição de designar funcionários subalternos, seus colaboradores. Mas, se o fizer, terá que pagá-los de seu próprio bolso. Por fim, o Tecuhtli e sua família estão isentos de pagar tributos. Sua fidelidade ao que chamamos de Imperador é, assim, altamente recompensada.

Cada bairro da cidade de Tenochtitlán tem um chefe chamado Calpullec, escolhido pelos habitantes do Calpulli ou bairro. Sua escolha deve ser confirmada pelo poder supremo. O Calpullec deve ter sem atraso o registro das terras de propriedade coletiva de Calpulli e distribuídas em parcelas às diferentes famílias que formam a comunidade. A origem democrática deste funcionário também foi mudando para a de um burocrata que recebe ordens do soberano e ao qual deve a máxima lealdade.

No ponto mais alto da hierarquia social, junto ao Imperador, encontramos quatro dignatários cujas funções são essencialmente militares. Frequentemente, são familiares do soberano e é entre eles que se costuma escolher o próprio Imperador. Além da luxuosa roupagem que os diferencia dos demais, gozam de prerrogativas na distribuição dos tributos pagos pelas províncias. Vivem em magníficas mansões e possuem numerosos empregados. São ricos. Mas sua riqueza é o resultado dos méritos e honras conquistadas na guerra. Não constituem uma nobreza hereditária. Os privilégios foram ganhos servindo a Huitzilopochtli e ao soberano. Não são poucos os de origem humilde, pois o que conta para ser nobre não é pertencer a uma família que ostenta o título de nobreza, mas o valor pessoal e os serviços prestados.

Num Império que está em formação mediante o recurso da guerra, uma nobreza de linhagem ainda não tem lugar. Os êxitos bélicos, fontes de maiores tributos e maior dominação política, é que determinam as maneiras para a ascensão social. Os bens materiais dos mercadores - ainda que não nos conste, supostamente os tiveram - representam um valor absolutamente secundário.

No entanto, parece evidenciar-se uma tendência a valorizar a linhagem na escolha do Imperador e nos papéis dados a seus parentes. Da mesma maneira, os filhos dos Tecuhtli que ocupavam postos menos importantes na hierarquia, não voltam à condição de plebeus ou Macehualli. Ao nascer adquirem um status social intermediário ou a dignidade de Pilli que de fato significa: filho de Tecuhtli (ou fidalgo, na expressão espanhola).

Nascer na condição de Pilli significa ter vantagens consideráveis, a começar por aquelas derivadas da fama e prestígio do pai - personagem respeitado -, o direito a uma educação superior e a probabilidade de ser nomeado funcionário do Imperador.

A outra grande hierarquia é a dos sacerdotes. Se estão livres da participação na guerra e na administração, têm uma tarefa não menos árdua: conseguir a boa vontade dos deuses. No topo da pirâmide sacerdotal, há dois personagens que poderiam ser considerados como sumos pontífices, responsáveis respectivamente pelos cultos a Huitzilopochtli e ao deus Tlaloc. Em alguns casos, aldeias inteiras - e não eram poucas - tinham como tarefa exclusiva construir, consertar e manter os templos, conseguir lenha para manter o fogo sagrado aceso permanentemente, oferecer tributos em milho e outros alimentos para o consumo dos sacerdotes, que também serviriam de reservas alimentícias em caso de necessidade.

Finalmente, podemos dizer que os Tecuhtli podiam trabalhar com as mãos, mas não podiam ser lavradores e comerciantes, sem dúvida ofícios que implicavam em menor valia e considerados vis.

POMER, León. História da América hispano-indígena. São Paulo: Global, 1983. p. 12-3.

NOTA: O texto "A sociedade asteca: os que mandam" não representa, necessariamente, o pensamento deste blog. Foi publicado com o objetivo de refletirmos sobre a construção do conhecimento histórico.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Guerra e tributo na Confederação Asteca

Os Astecas faziam a guerra não para destruir o inimigo e suas riquezas, mas para submetê-lo e desfrutar de parte delas. Uma cidade era conquistada quando, após o cerco, conseguiam capturar o templo dos deuses locais, incendiando imediatamente o santuário do deus tribal. Derrotada a divindade local, o triunfo era atribuído a Huitzilopochtli, supremo deus guerreiro dos Mexicas. A guerra era feita em nome de um deus, mas o desfrute dos tributos – dos quais uma parte era destinada ao deus triunfante – era consumido por seres humanos mesmo, fossem eles sacerdotes, dignatários leigos ou o soberano e sua corte.

Guerreiros astecas, Codex Florentine

Antes de se decidir pela guerra, os Astecas procuravam negociar a submissão da cidade e da região que pretendiam. Somente quando essas negociações fracassavam, é que empunhavam as armas. Obtida a vitória, exigiam o reconhecimento da supremacia de Huitzilopochtli, o pagamento de um tributo e que os derrotados não fizessem pactos com estrangeiros. A cidade derrotada – voltamos a dizer – conservava seus deuses, autoridades locais, idioma, costumes, etc.

A guerra tem, para os Astecas, um caráter sagrado. Mas seu resultado – quando vitorioso – é obter tributos e o começo de uma certa hegemonia política.

* Os tributos a Tenochtitlan. As cifras, que são aproximadas e provavelmente não estejam longe da verdade, estimam que nos últimos anos do Império Asteca chegavam a sua capital e vindos de diversos lugares do vasto território, os seguintes tributos:

Milho
aproximadamente 7.000 toneladas
Feijão
mais de 4.000 toneladas
Chian¹
mais de 4.000 toneladas
Huauthli²
mais de 4.000 toneladas
Cacau
mais de 21 toneladas
Pimenta seca
mais de 36 toneladas
Mel de abelha
1.500 cântaros pequenos
Mel de maguey (planta)
2.512 cântaros
Mantas de algodão
2.079.200 unidades
Henequém³
296.000
Anáguas
240.000
Saias
240.000
Algodão ao natural
4.400 fardos

A esses tributos, deve-se acrescentar outros, cujas cifras não são precisas: armas e pequenos escudos, plumas de diversas aves, lenha, papel, vasilhas feitas de cabaças pequenas, madeira para fabricar flechas, cal, esteiras, cochinilla (inseto do qual se extrai o carmim), acazetl (um tipo de perfume para a boca), copal (goma de uma planta), âmbar, conchas do mar, etc. Isto tudo nos dá uma ideia dos produtos tributados. Não existe o tributo em dinheiro, simplesmente porque ele não era empregado na complexa sociedade dominada pelos Astecas, tal como o conhecemos e usamos.

¹ ² ³ As palavras Chian e Huauthli são indígenas e, ao que tudo indica, foram incorporadas pelo espanhol em sua própria origem, sem ter portanto um correspondente em castelhano. O que se sabe é que elas se referem a plantas. O mesmo acontece com Henequém e a tradução mais aproximada seria feno.


POMER, León. História da América hispano-indígena. São Paulo: Global, 1983. p. 11.

NOTA: O texto "Guerra e tributo na Confederação Asteca" não representa, necessariamente, o pensamento deste blog. Foi publicado com o objetivo de refletirmos sobre a construção do conhecimento histórico.