O edifício do Templo de Ártemis em Éfeso.
Hendrik van Cleve
No final do 2º milênio a.C., os jônicos se apoderam da região da Ásia Menor situada entre o Hermos e o Meandro. No fundo de um golfo, perto da foz do Caistro, fundam a cidade de Éfeso. Colocada sobre a estrada real da Lídia, Éfeso se torna rapidamente uma cidade comercial muito importante e o centro financeiro da Ásia Menor. Na região, desde tempos imemoriais, venera-se uma divindade da Terra e da Fecundidade que os gregos comparam de maneira inesperada a sua deusa Ártemis. Uma primeira área cultural é edificada em Éfeso, mas destruída no século VII pelos cimérios.
Ártemis de Éfeso.
Esta cópia da Ártemis do templo de Éfeso, com seus múltiplos seios e seu corpo encaixado, mostra a estranheza dessa divindade, que não se assemelha à deusa grega da Caça.
Foto Klaus-Peter Simon
Em 560 a.C., o rei Creso da Lídia se apodera de Éfeso e decide reconstruir um templo esplêndido para Ártemis. Sua ambição é de rivalizar com os dois maiores templos da época, o de Hera em Samos e o de Apolo em Mileto. Para edificar o monumento sobre o solo instável, toma-se por modelo o arquiteto Teodoro, mestre de obras do Heraion em Samos, que tinha mandado colocar peles de carneiro e carvão de lenha sob as fundações. Dois arquitetos cretenses, Quersífron e seu filho, Metagenés, são os projetistas do magnífico Artemísion de Éfeso, em mármore branco azulado, cuja construção demorou quase cento e vinte anos.
Hermes vestindo um manto.
Detalhe de uma coluna de mármore do Templo de Ártemis, Éfeso.
Foto Marie-Lan Nguyen
Com seus 155 metros de comprimento e seus 55 metros de largura, o Artemísion é o maior monumento jônico. Nas 127 colunas de 19 metros de altura que cercam o edifício, 36, oferecidas pelo próprio Creso, apresentam a originalidade de ter tambores esculpidos em baixo-relevo. No ano 356 a.C., um desequilibrado, Eróstrates, põe fogo nesse esplêndido edifício, que desaparece completamente. Os efésios se empenham imediatamente na reconstrução do Artemísion, fazendo-o ainda mais belo e maior. Esse templo passa a fazer parte então das sete maravilhas do mundo.
A justa Antia levando suas companheiras para o templo de
Diana em Éfeso.
Joseph Paelinck
SALLES, Catherine (dir.). Larousse das civilizações antigas 2: Da Babilônia ao Exército Enterrado Chinês. São Paulo: Larousse do Brasil, 2008. p. 129.









.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)